segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A vida as vezes nos apresenta um limão e precisamos fazer uma limonada bem doce e refrescante.
Precisamos muitas vezes levantar a cabeça e se erguer sem vontade, fui forçada a aprender essas coisas pois fui apresentada a algo bem doloroso.
Mais como a vida segue e tenho uma mãe brilhante que não deixa a peteca cair e estar sempre disposta e pronta , juntas conseguimos vencer.

Hoje com 20 anos posso olhar pra trás e ver o quanto cresci, consegui seguir muitas vezes com lágrimas nos olhos nos duas pois em todos os momentos minha mãe esta ao meu lado e sempre com seu olhar firme e um leve sorriso no rosto me motiva a seguir sem recuar.

Novos sonhos, novas conquistas e novas realizações estão surgindo.
Novas amizades, novas motivações e novas oportunidades.
Vou conseguir chegar onde eu quiser pois sou determinada, e o principal tenho FÉ.
Deus sempre esteve ao meu lado me guiando por onde estive e por onde for.
Minha fadinha Ana Hickmann muito tem me ajudado e me dado forças pra segui e nunca desistir.
assim como ela tenho família e muitas pessoas me impulsionando, e a sua graça Senhor Jesus me basta. E assim vidaquesegue. Feliz e rindo atoa.

Hoje fotografei um carinha Top o Eduardo Rodrigues, modelo profissional ,
internacional e hoje fotografo, me deu a oportunidade de brincar de fotografar.
E eu venci o medo, estava trêmula, com as mãos geladas, mais fiquei firme e consegui.
UFA, meu duende Fábio Ramalho me ajudando, apoiado e me fazendo relaxar, deu tudo cero.
Estou em busca de uma profissão, não sei o que quero fazer ainda, só sei que estou curtindo e aproveitando o que tem vindo em minha direção.
Serei modelo? garota propaganda? fotografa? não sei hoje faço parte do projeto Operação do Bem e estou adorando.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Inclusão escolar, uma difícil decisão.

Sabe foi duro eu entender e aceitar que minha filhota só iria avante em suas metas se eu deixasse um pouquinho as minhas metas guardadas.
Foi difícil eu aceitar que ela era uma criança igual as outras mais que precisaria de um pouquinho mais da minha dedicação para que conseguisse aprender coisas da vida diária, do nosso cotidiano mesmo e que principalmente a parte ESCOLAR seria um desafio para nós duas. E foi,
Minha princesa foi para a primeira escolinha com cinco anos (particular) e logo fui chamada pela professora pra conversar e ai comecei a entender de fato o que eu enfrentaria pela frente.
Foram muitos colégios particulares que minha menina Victória frequentou e era dinheiro jogado fora, comprava material caro e ela não conseguia acompanhar as outras crianças e passava a maior parte do tempo rabiscando o material.

Naquela época pouco se fala em deficiência intelectual ou qualquer outra deficiência e quase ninguém sabia ou entendia como lidar ou como ensinar de forma diferenciada e ai entra a percepção de mãe. Tentar ensinar em casa, no começo foi um caos mais aos poucos tudo foi se ajeitando, até que descobri a sala de recursos em colégio Municipal e as coisas foram clareando mais.
Descobri sobre sala de recursos através de uma linda professora chama tia Ana que me ajudou muito com a minha filhota em várias coisas, sempre aparece um anjo em nossas vidas.

A Sala de recursos foi um divisor bom nessa fase escolar, pois lá as professoras capacitadas pra ensinar e ai facilitava um pouco mais.
E matriculei a Vicky no colégio público e conheci a tal inclusão escolar(( FALSA) vamos dizer assim. Em pouco tempo fui conhecendo a rotina de muitas escolas e fui chegando a conclusão que minha filha só iria ficar bem e aprender algo se eu a mãe estivesse presente.
E mudei toda a minha vida em prol disso, tinha certeza absoluta que minha filha tinha condições de ser alfabetizada e aprender muitas coisas.
E mudei minha rotina e travei uma luta, tanto no colégio como com a vida, pois as pessoas são muito cruéis, mais enfim, nossos filhos valem a pena e faria tudo outra vez.
Onde quero chegar, hoje minha filha conseguiu concluir o ensino médio sabe bastante coisas, foi difícil porém gratificante ver a alegria dela.
Choramos muito em vários momentos mais chegou ao fim.
Estamos no início do ano letivo para muitas famílias e não consigo ficar alegre pois sei o quanto será difícil essa caminhada e principalmente se não tiver a presença de alguém conhecido próximo, nem todos podem fazer o que eu fiz por vários motivos.

Escola particular ou pública não faz diferença a inclusão escolar esta caminhando em passos de tartaruga e depende de nós as mães lutar e lutar e lutar até não ter mais forças.
Orar e pedir a Deus que ponha amor muito amor no coração das pessoas que vão estar ao lado dos seus filhos nesse ano, pois só com muito amor as coisas começam a dar certo.
Hoje soube que uma princesinha linda a Pri foi matriculada na escola, ela tem seis aninhos, é PC e cadeirante, tem seu cognitivo preservado, é esperta tem condições de aprender o que quiser, ela só depende da boa vontade da escola e do carinho de belas professoras que vão estar ao seu lado.
Nossa fico triste por temer e saber que a inclusão escolar não existe.
E por saber o longo caminho ela terá que caminhar e passar.
Mais faz parte, a vida escolar é uma fase importante pra quem e porque??
Pais e mães pensem bem.
E não deixem seus filhos sozinhos, vá a escola de surpresa, chegue antes da hora de buscar se mostre interessado por tudo, talvez assim as coisas dê certo.

Esse ano estou realmente aliviada de não ter que levar, e permanecer no colégio com a Victória e ela também esta, afinal ela entendi tudo e via todo o descaso e falta de preparo do colégio.
Mais glória a jesus a fase acabou.
#Vidaquesegue

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Despertando novamente o desejo de cozinhar.

Na viagem que fui sozinha com amigos aprendi coisas novas e ganhei um presente bem legal.
Um livro de receitas, sempre gostei muito de comer e copiar receitas e observar minha mãe na cozinha, por um tempo participei da cozinha experimental da SBA onde fiz terapias e lá junto com um grupo de amigos aprendi a fazer algumas delícias.
E em casa sempre ajudei minha mãe cortando, lavando e fazendo algumas coisinhas gostosas, mais dá um pouquinho de trabalho e precisa de tempo pra se dedicar na cozinha.
Quando entrei no processo de reeducação alimentar ai mesmo que fiz muitas saladas e sucos para ajudar nas minhas refeições, só que depois me envolvi em outras coisas e isso ficou um pouquinho esquecido.

Na viagem ganhei um livro de receitas, bem simples e com receitas fáceis e ai novamente me interessei pela cozinha e pedi a minha mamita Thais pra me ajudar a preparar uma salada de macarrão e uma sobremesa para o almoço de domingo.
E deu super certo, arrasei e mandei muito bem.
Todos gostaram e eu quero fazer mais comidinhas e sobremesas até eu cansar, enjoar ou realmente querer fazer e mais.

Como minha mãe diz: cozinhar é uma arte e requer paciência e precisa gostar do que estar fazendo.
então só vou pra cozinha quando eu quiser e tiver vontade.
Mais foi legal e divertido.
e assim a vida segue.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Novas realizações.

Quando pensamos que a vida é boa ela realmente pode ficar melhor.
Basta acreditar em si mesmo e se empenhar pra conseguir realizar coisas que achava impossível.
Como por exemplo, tocar em cachorrinho foi bom? Não mais também não foi medonho como eu imaginei.
 Demorei mais de 60 minutos pra conseguir entrar na piscina! sim demorei.
E o detalhe a piscina não era funda mais na minha cabeça era.
Depois de um tempinho tentando e após finalmente conseguir me molhar fui mais a frente consegui brincar de vôlei a foi uma partida apenas mais foi sensacional a experiência.
Brincar de jogos com uma turminha da pesada, estar por três noites longe do meu quarto e da minha família, posso dizer que foi muito legal, consegui pensar e fazer coisas que no meu dia a dia normalmente não faço, pois em casa tenho uma rotina e tive que me habituar em outra rotinas por uns dias, curti sim, curti bastante.

Foi bom estar longe da minha mãe pra aprender a me virar sozinha sem sua ajuda.
Foi bom pra eu me esforçar em fazer coisas que pra tudo chamo minha mãe sem necessidade.
Foi bom pra conhecer a rotina e forma de levar a vida de outras pessoas.
Estive com a família do meu namorado que me trataram super bem e com amigos bem bacanas, pessoas normais ( sem deficiências) que tiveram toda paciência comigo e com amigos do Cais.
Pessoas que se divertiram e deram muitas risadas com a gente e nos encheram de alegria.
Bem , como minha mãe diz eu tenho e posso fazer tudo o que eu quiser somente quando eu quiser.
Ainda tenho alguns medos, mais vou superar a cada dia.
E agora com a ajuda de novos amigos e do meu lindo namorado que é um fofo.
Estamos aprendendo muitas coisas legais juntos e passeando bastante.
as novas realizações chegaram e a cada dia tem sido melhor.
Muito bom viver um dia de cada vez, sem pressa e confiando que tido vai dar certo.
Muito feliz com o passeio e com os novos amigos que fiz.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sendo feliz


E o ano começou com muitos passeios e aventuras com os novos amigos do CAIS- centro de apoio à inclusão social, fiz novos amigos conheci pessoas e estou feliz.
Hoje posso dizer que tenho um circulo de amigos onde posso conversar todos os dias, jovens como eu que estudam, fazem cursos tem suas vidas independente de terapias.
Antigamente eu só via meus amigos na instituição onde fazia atendimentos ou em passeios e festas feito pela instituição. hoje não é mais assim.
Saímos juntos sem ser passeio do projeto, conversamos todos os dias, hoje eu tenho um namorado coisa que sempre quis ter e parecia impossível de acontecer.
Os meus outros amigos não deixaram de ser meus amigos mais eles precisam aproveitar mais a vida, quer dizer ter vida além de tratamento pra reabilitação.
Ainda bem que minha mãe me entendi e sabe que eu preciso ser feliz e aproveitar.
Ter limitações todos tem, apenas precisamos saber lidar e ir vivendo um dia de cada vez e ter calma e as coisas vão acontecendo devagar as vezes bem devagar mesmo, mais uma hora acontece.
Eu sou Victória a Vicky para os íntimos e sou uma jovem alegre, risonha, sonhadora e feliz.
Costumo dizer que meu mundo é colorido por isso vivo sorrindo, pra mim não tem tempo ruim, e assim a vida segue.
Sou pessoa com deficiência intelectual e você qual é a sua deficiência???
Me responda um dia mais não esqueça, isso não pode te atrapalhar de ser FELIZ assim como sou.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Retrospectiva 2016 e muita expectativa para 2017

O ano foi longo em 2016 muitas atividades e novidades.
Surpresas boas , descobertas e novas amizades.
Muito aprendizado e vontade de seguir em frente, desistir nunca.
Família e amigos quero sempre por perto.
Quero continuar sorrindo muito e levando alegrias por onde passar.
Minha filhota Victória é a luz da casa, o Guilherme a energia, Bianca a diversão e nós os pais buscamos a força o equilíbrio pra juntos seguir.
Não precisamos fazer promessas de mudanças, pois temos um lema em nossa casa, todos os dias podemos renovar a nossa aliança e mudar nossos conceitos e forma de pensar.
Não podemos mudar o mundo nem as pessoas mais se mudarmos a nós mesmo a cada dia será  grande coisa, e faremos a diferença sempre.
Um 2017 com muito mais amigos e coisas boas e se vier coisas triste faz parte estamos aqui para crescer juntos e enfrentar o que vier.
Nos vemos logo ali no próximo ano.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

E a formatura chegou.

Foi longa, pesada e difícil a caminhada pela inclusão escolar.
Vontade de desistir, de nunca mais voltar no colégio mas sua vontade de aprender de querer saber mais me impulsionou e chegamos aqui.
Eu sua mãe estudando com você na sala de aula, sim na mesma sala de aula.
Enfrentando um leão por dia, os questionamentos a curiosidade de muitos mais sempre em frente de cabeça erguida seguimos.
A inclusão escolar fez parte de nossa vida por um período longo, contamos com a boa vontade de alguns professores, recebemos o carinho e ajuda de três professoras que nos ajudaram muito nessa jornada, com aulas em sala de recursos e reunião particular, tudo para que minha filha Victória realmente aprendesse o conteúdo.
Foi cansativo, foi estressante pra eu organizar, planejar e adaptar material de estudo sem ajuda de quem realmente pudesse ajudar, contei com a boa vontade de alguns e a paciência de outros pra me ouvir por muitas vezes.
Chorei e chorei, dormi muitas noites em cima de livros tudo para te ver feliz minha menina.
E hoje nós duas podemos dizer que valeu apena SIM.
Hu huh hu Victória tem o ensino médio...