terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Inclusão escolar, uma difícil decisão.

Sabe foi duro eu entender e aceitar que minha filhota só iria avante em suas metas se eu deixasse um pouquinho as minhas metas guardadas.
Foi difícil eu aceitar que ela era uma criança igual as outras mais que precisaria de um pouquinho mais da minha dedicação para que conseguisse aprender coisas da vida diária, do nosso cotidiano mesmo e que principalmente a parte ESCOLAR seria um desafio para nós duas. E foi,
Minha princesa foi para a primeira escolinha com cinco anos (particular) e logo fui chamada pela professora pra conversar e ai comecei a entender de fato o que eu enfrentaria pela frente.
Foram muitos colégios particulares que minha menina Victória frequentou e era dinheiro jogado fora, comprava material caro e ela não conseguia acompanhar as outras crianças e passava a maior parte do tempo rabiscando o material.

Naquela época pouco se fala em deficiência intelectual ou qualquer outra deficiência e quase ninguém sabia ou entendia como lidar ou como ensinar de forma diferenciada e ai entra a percepção de mãe. Tentar ensinar em casa, no começo foi um caos mais aos poucos tudo foi se ajeitando, até que descobri a sala de recursos em colégio Municipal e as coisas foram clareando mais.
Descobri sobre sala de recursos através de uma linda professora chama tia Ana que me ajudou muito com a minha filhota em várias coisas, sempre aparece um anjo em nossas vidas.

A Sala de recursos foi um divisor bom nessa fase escolar, pois lá as professoras capacitadas pra ensinar e ai facilitava um pouco mais.
E matriculei a Vicky no colégio público e conheci a tal inclusão escolar(( FALSA) vamos dizer assim. Em pouco tempo fui conhecendo a rotina de muitas escolas e fui chegando a conclusão que minha filha só iria ficar bem e aprender algo se eu a mãe estivesse presente.
E mudei toda a minha vida em prol disso, tinha certeza absoluta que minha filha tinha condições de ser alfabetizada e aprender muitas coisas.
E mudei minha rotina e travei uma luta, tanto no colégio como com a vida, pois as pessoas são muito cruéis, mais enfim, nossos filhos valem a pena e faria tudo outra vez.
Onde quero chegar, hoje minha filha conseguiu concluir o ensino médio sabe bastante coisas, foi difícil porém gratificante ver a alegria dela.
Choramos muito em vários momentos mais chegou ao fim.
Estamos no início do ano letivo para muitas famílias e não consigo ficar alegre pois sei o quanto será difícil essa caminhada e principalmente se não tiver a presença de alguém conhecido próximo, nem todos podem fazer o que eu fiz por vários motivos.

Escola particular ou pública não faz diferença a inclusão escolar esta caminhando em passos de tartaruga e depende de nós as mães lutar e lutar e lutar até não ter mais forças.
Orar e pedir a Deus que ponha amor muito amor no coração das pessoas que vão estar ao lado dos seus filhos nesse ano, pois só com muito amor as coisas começam a dar certo.
Hoje soube que uma princesinha linda a Pri foi matriculada na escola, ela tem seis aninhos, é PC e cadeirante, tem seu cognitivo preservado, é esperta tem condições de aprender o que quiser, ela só depende da boa vontade da escola e do carinho de belas professoras que vão estar ao seu lado.
Nossa fico triste por temer e saber que a inclusão escolar não existe.
E por saber o longo caminho ela terá que caminhar e passar.
Mais faz parte, a vida escolar é uma fase importante pra quem e porque??
Pais e mães pensem bem.
E não deixem seus filhos sozinhos, vá a escola de surpresa, chegue antes da hora de buscar se mostre interessado por tudo, talvez assim as coisas dê certo.

Esse ano estou realmente aliviada de não ter que levar, e permanecer no colégio com a Victória e ela também esta, afinal ela entendi tudo e via todo o descaso e falta de preparo do colégio.
Mais glória a jesus a fase acabou.
#Vidaquesegue

2 comentários:

  1. Compartilho do seu sentimento.
    Tivemos trajetória parecida e também encontramos anjos que nos ajudaram a superar as pedras e barrancos do caminho.
    Vamos encarar mais fortes o que vem pela frente.
    Abraços

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