quinta-feira, 20 de junho de 2013

O povo acordou e nossos jovens também.

Vivendo um momento especial em nosso País, um momento em que o povo esta lutando brigando pelos seus direitos.
Lindo de se ver, as ruas cheias de pessoas indignadas e querendo um mundo melhor.
Cresci ouvindo a frase que as crianças são o futuro, mais para que eles tenham um futuro, precisamos
lutar agora no presente. Minha filha Victória assistindo a essas manifestações me pergunta: mãe porque eles estão assim, nervosos? e eu tentei explicar de uma maneira o mais clara possível.
Estão brigando filha para que você consiga ter uma sala de aula melhor e um professor diferente dos seus hoje, entende? e ela me diz: sim, então vamos lá também.
E é isso, clareza e vamos nos juntar ao povo que protestam sem ferir e atingir ninguém.
Adorei, o gigante acordou e eu espero que permaneça por muito tempo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Mãe de três um desafio.

Ser mãe de três é uma confusão atrás da outra,
para manter a ordem é preciso ser como um general, se não vira uma bagunça.
Digo isso em todos os sentidos, os filhos querem aprontar, não ter compromisso, deixar a vida te levar como uma musica por ai.
As vezes até dar para relaxar um pouco, mais no geral não.
Sou uma mãe chata além do normal, gosto de organizar tudo, desde as gavetas a vida de todos.
Controlo o horário, os hábitos e tudo mais, em parte é bom, mais como tudo tem seus dois lados, ultimamente estou colhendo os frutos de um pouco do que plantei.
Filhos se mostrando muito dependentes de mim, e agora estou sem saber como resolver, mais preciso
achar uma saída, amo-os demais, mais filhos são criado para o mundo.
Parece fácil essa minha aceitação, mais não é bem assim, apenas estou tentando pôr em prática o que sei que um dia vai acontecer.
Crescer e criar asas, assim como um dia criei as minhas, sei que esse dia chegará, e esta bem próximo pois minha filha já é adulta e esta caminhando para isso.
A outra filhota ainda não, mais estou tentando lhe ensinar e lhe mostrar como é a vida.
O Guilherme esta crescendo rápido, estou conseguindo aproveita-lo bastante, pois hoje sou uma mãe mais madura e consigo prestar atenção em detalhes simples mais que são os melhores do mundo.
Uma mãe para três é a melhor e também a mais difícil das profissões.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Superando com a fadinha Ana.

A cada dia que passa vejo o empenho da minha filha Victória, tanto na escola, quanto nas outras atividades extra que faz , todos os dias da semana.
E olha que não são poucas, nosso tempo é todo voltado para sua reabilitação.
Todos em casa participam, papai, mamãe e irmãos, pois todos queremos ver a Vicky mais ativa a cada dia e com menos limitação.
No teatro é só risos, desinibindo.
Na computação só da Ana Hickmann, aprendendo a escrever textos, para digitar suas cartinhas para sua amiga.
No esporte, determinada a manter seu peso, porque estar em forma passou a ser tudo o que quer, pois sua amiga Ana é linda e saudavél.
No artesanato, aprendendo a fazer bijuterias e enfeites lindos, para presentear os familiares e amigos e principalmente a sua Fadinha Ana H.
Já tentei mudar esse foco, explicar que precisa ter outra motivação, mais é em vão.
Sua paixão, admiração vai além do que eu possa dizer.
A boneca que ganhou da Ana, virou uma cumplíce, parece a própria Ana.
Conversa com ela, e a leva para todos os lugares, amigas inseparavéis.
Essa semana aprendeu a fazer um fantoche de caixinha, que se transformou em quem? nada menos que mais ua amiga, outra aninha.
Cansei de brigar, de falar, vejo que essa amizade vai além do entendimento humano, é maior do que os meus olhos e ouvidos podem captar.
A Victória é uma menina doce e muitoooooooo especial, sua imaginação inibe meus entendimentos.
E o que mais importa para mim como mãe é ver minha filha bem e feliz, e ela estar.
Então que a Ana fada amiga, continue presente em sua vida por muito e muito tempo.
Que a cada dia, possa te incentivar a superar seus medos e avançar em superação.
 Mural ,que minha mãe fez com a ajuda dos terapeutas para me lembrar de toda a minha rotina, tanto na SBA quanto no CRPD,  e é claro com as fotos da minga amiga que amo de paixão.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Sentindo um cansaço

Muitas conversas com várias mães, de crianças deficientes e em fase escolar e o descaso parece ser em todas as escolas, seja ela particular ou pública.
Há 6 anos luto com essa inclusão escolar e hoje cansei.
Sei que caminha em passos curtos e bem devagar, mais lento que uma tartaruga, mais o pior de tudo é ver a maneira como o ser humano pode tratar uma criança, ver a maneira como uma pessoa pode tratar uma mãe, essa que já cheia de dor e peso do desgaste de ter lutar para conseguir qualquer que seja para o seu filho, ainda precisa ouvir e presenciar certas coisas de um professor.
Esse que estudou para ensinar e que eu vejo ser a melhor das profissões, pois é de lá, das escolas que saem os outros profissionais.

Estou triste e desanimada com a inclusão escolar, prá que inventaram uma coisa, se esqueçeram que precisam capacitar os profissionais para lidar com nossos filhos.
Não adinata colocar um deficiente em sala de aula com 20, 30 crianças e deixa-lo lá, só para dizer que a escola é de inclusão.
Que inclusão é essa, que a criança fica por 4 horas seguidas em uma sala e o professor não lhe dá a miníma, nem sabe qual a sua necessidade?
Cansada de ver o sofrimento das mães e dos deficientes, que sai ano e entra ano e estamos na mesma,
simplesmente orando e aguardando que um milagre aconteça.
Mais para esse milagre acontecer, as pessoas precisam querer e esse querer a cada dia parece mais distante, nós mães é que sabemos o que é ou não melhor para nossos filhos.
Então, vamos começar a ver a real necessidade deles estarem incluídos em uma sala de aula ,dita de inclusão escolar, vamos começar a pensar se nossos filhos precisam realmente passar por isso.
Inclusão escolar, basta de sofrimento. Minha linda filha não precisa passar por tanto preconceito, e implorar por ajuda, sua limitação não a impede de perceber que os professores a ignoram.
Buscando outros métodos de ensino para a minha menina.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Inclusão/ Empurrando com a barriga.

Triste demais a conclusão que cheguei, mais é pura realidade.
Nossos governantes se preocupam somente com o que os interessa e aparece de fato, na verdade ninguém esta preocupado com a educação dos deficientes.
Inventaram essa tal de inclusão escolar, não sei porque, se não funciona.
Luto para que minha filha tenha um bom estudo, mesmo sabendo que na maioria das vezes dou murro em ponta de facas, sei de todas as suas limitações , mais também conheço sua capacidade de avançar e por isso continuo insistindo.
Nunca coloquei minha filha em escola especial, por querer que se relacionasse com crianças e jovens dito normais, não me arrependo por essa escolha.
Hoje aos 16 anos, minha filha já é alfabetizada, e estamos muito felizes com isso, mais sei que ela pode ir além, e é isso que buscamos juntas.
Esta em uma classe regular e fazendo sala de recursos, não é uma maravilha, existe várias coisas ruins nesse meio, jovens maldosos, brincadeiras sem graça, preconceito e outras coisas que prefiro nem mencionar, onde realmente aprende é no contra turno (sala de recursos) que esse ano de 2013 ainda nem iniciou.
Uma jornada de desafios posso dizer assim, para todos os deficientes e suas mães, pois queremos o melhor para nossos filhos é claro, mais será que o que queremos realmente é o melhor?
Hoje tenho essa dúvida, pois estou vendo o sofrimento da minha filha na hora de ir para a escola regular, esta desanimada, pois não consegue acompanhar a turma, e por isso se sente inferior.
Suas notas estão muito baixa e por isso esta envergonhada, por causa dos comentários dos colegas de sala, o que fazer?
Não sei, tenho conversado com ela, mais sua limitação a impede de entender certas coisas, mais seguimos enfrente, um dia de cada vez.
Conversando com algumas mães que tem filhos jovens como eu, percebi que essa parte escolar é complicada mesmo, e o jeito é empurrar com a barriga até onde der.
E a maioria das mães, tiram os filhos da escola após os 18 anos.
Preciso começar a pensar e ver o que é melhor para a minha filha.
Estudo não é o mais importante hoje, e sim sua reabilitação e estar bem e feliz.
A inclusão escolar é isso ai,que tem prá hoje e sempre, cansei de brigar, orar e pensar como será daqui por diante.
Felicidade isso é o mais importante.

terça-feira, 12 de março de 2013

Novo visual

Conversei muito com a Vicky e decidimos juntas que cortariamos seu cabelo.
Coisa boba isso né? eu acho, mais percebi que as pessoas dão muita importância para a aparência das pessoas, e ter um cabelão hoje em dia é padrão de beleza.
Horrivél isso mais muitas pessoas pensam assim.
Minha filha sempre teve os cabelos compridos e como são cacheados ela não consegue pentear sozinha, e ai mais uma tarefa para a mamãe.
E fica ruim, pois a Vicky já é uma moça e precisa ter mais autonomia e pensando nisso, optamos por um cabelo mais prático
Já ouvi comentários de um monte de pessoas que: a sua filha não parece ter nada, ou a deficiência dela é coisa boba, agora é só ela crescer e proto.
Respiro fundo e dou glória a Deus, pois esse é o meu desejo, que fosse assim mesmo.
Mais não é, tenho feito coisas para facilitar sua vida diária, para melhorar sua qualidade de vida.
É para isso que temos uma rotina de atividades tosos os dias, e temos conseguido avançar muito, hoje
vejo minha filha fazendo coisas que achei que fosse demorar mais tempo para fazer, e ouço os médicos dizer, nossa como ela conseguiu esse progresso.
E isso me da forças e ânimo para continuar.
Descasca uma laranja, passar uma margarina no pão, pentear os cabelos, para nós é tão simples né?
mais para a Vicky tudo tem um outro jeito e é um desafio realizar essas atividades, mais com as terapias novas com certeza chegaremos lá.
E os cabelos curtos facilitaram o aprendizado com certeza, ver o sorriso da minha menina ao sair do banho arrumada foi tudo de bom.

É isso ai filha, você vai longe.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Inclusão Escolar 2013

Vicky c ontinua na mesma escola, os mesmos companheiros de sala.
Esta no sétimo ano em uma escola onde diz ter a inclusão.
E ela me pergunta: Mãe, será que vou ter um monte de professores de novo?
Tentei descobrir o porque da pergunta e ela me diz: as vezes nem consigo acabar o dever que aquele professor passou e entra outro na sala.

Sei das dificuldades de minha filhota, sei das suas frustrações por não entender os deveres e certos assuntos, mais hoje seria prejudicial a ela eu inseri-la em uma escola especial.
Pois hoje aos 16 anos, já esta alfabetizada, nossa como foi difícil conseguir isso.
Anos e anos batalhando, pagando colégios, explicadoras e aulas em casa também.
Hoje ela consegue ler bastante coisas, comprei vários livros, desenvolveu a habilidades de mexer no computador e é o que mais gosta de fazer, ficar horas e horas se eu deixar é claro.
A matemática é a parte mais confusa, memorização também.
Mais caminhamos e avançamos a cada ano.
E a escola especial, não tem série, e o convívio é só entre eles mesmo, sempre quiz que a minha filha se socializasse com todos, gosto de inclui-la, apesar de saber do preconceito, lutamos por seus direitos em tudo.
Hoje ela esta de fato na antiga terceira série e isso me deixa muito feliz, pois eu sei dos desafios e desgastes que passamos para que ela chegasse nessa série.

Hoje luto contra o tempo, pois no final desse ano completará 17 anos e sei que os colégios Municipais tem um limite de idade para se estudar durante o dia, e não vou confiar em deixar minha filha sozinha em uma sala de aula a noite, e principalmente pois se sair do colégio Municipal perderá o direito de estudar na sala de recursos que é onde realmente aprende.
Consegui junto com as assistentes sociai da sexta CRER, para que minha filha continue no mesmo colégio e durante o dia, então temos esse ano para avançar nos estudos.
E o futuro a DEUS pertence. Vida que segue.